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CASCAIS, 1950-1960


A abertura da nova «estrada circular» até ao Matadouro de Cascais, em 1950, constitui exemplo da fortíssima aposta na construção de arruamentos, que conduziria a um aumento exponencial do número de habitações, num período igualmente marcado por investimentos de vulto na melhoria das infraestruturas da vila. Desta forma, a 5 de outubro de 1940 inaugurou-se o Parque Municipal de Cascais, que recebeu o nome de Marechal Carmona, em homenagem ao Presidente da República, que montara residência oficial no Palácio da Cidadela. Nesse ano assistiu-se, ainda, à instalação dos Paços do Concelho no Palácio dos Condes da Guarda, a que se seguiu, a 21 de dezembro de 1941, a inauguração do Hospital Condes de Castro Guimarães, sob a direção da Santa Casa da Misericórdia de Cascais. Em 1950 surgiria, por sua vez, o edifício da Lota e da Guarda Fiscal e, em 1952, o novo Mercado de Cascais.

Este desenvolvimento tentacular, cada vez mais perpendicular à Estrada Marginal, esteve na origem da constituição da freguesia da Parede, a 14 de maio de 1953, com territórios até então pertencentes à freguesia de S. Domingos de Rana. No ano seguinte nasceria novo bairro em Alvide, «para famílias pobres», ampliando-se já o Bairro Marechal Carmona e urbanizando-se toda a zona em torno do novo mercado e da Quinta da Bela Vista, em Sassoeiros. Em 1957 decorrem os primeiros trabalhos de terraplenagem no Bairro Irene, construído por iniciativa do benemérito Álvaro Pedro de Sousa, ao mesmo tempo que a Câmara Municipal adquiria terrenos para a urbanização do Areeiro e mandava estudar o anteprojeto do Bairro da Amoreira.

Em 1958, a Sociedade Estoril Sol, de José e Jorge Teodoro dos Santos e Manuel Joaquim Teles obteve a concessão do jogo na região, detida pela família Figueiredo desde 1927. Inaugurou-se, assim, um período de revitalização da oferta turística, que encontrou no Carnaval Internacional do Estoril, promovido logo a partir de 1959, novo atrativo, que o novo casino, inaugurado em 1968, galvanizaria.

Também em 1958 se dera início à construção de um novo bairro na Torre, a que se seguiu, no ano seguinte, a venda de terrenos à Junta Central da Casa dos Pescadores para o mesmo efeito. O crescimento urbanístico espraiava-se também pelas restantes freguesias, nomeadamente a Parede, onde em 1958 se adquiriram terrenos na Madorna para a construção de casas de renda económica, cujo alargamento seria estudado em 1963, ao mesmo tempo que se urbanizava a envolvente da nova igreja paroquial e os terrenos a poente do Rádio Clube Português. Vastos territórios do concelho, até então votados à lavoura ou ao abandono, seriam, pois, tomados por uma política de expansão urbanística, cuja voracidade é, por exemplo, atestada pelos estudos de urbanização de Birre, em 1960, das Fontaínhas, em 1963, ou do Alto do Moinho Velho e da Pampilheira, com aquisição de terrenos até 1965.

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