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Shilo Kino: escritora-residente em Cascais

28 Nov 2025
A escritora indígena maori Shilo Kino está em Cascais, onde trabalhará e residirá até dezembro, no âmbito do Programa de Residências Internacionais de Escrita Fundação Dom Luís I.

Organizadas pela Fundação Dom Luís I, no âmbito da ação cultural da Câmara Municipal de Cascais, coordenadas pela escritora e crítica literária Filipa Melo e efetuadas exclusivamente por convite, as Residências Internacionais de Escrita Fundação Dom Luís I permitem a cada autor-residente uma estada de entre um a dois meses na vila de Cascais, fornecendo-lhe um espaço para alojamento e um espaço para criação.

Inauguradas com a residência de Olivier Rolin, em 2018, acolheram até à data Michael Cunningham, Jonathan Coe, Javier Cercas, Nara Vidal, Sandro Veronesi, Noura Erakat, Leila Slimani, András Petõcz, Anne Akrich, Velibor Čolić e Will Eaves.

Reconhecido internacionalmente, este programa de residências literárias distingue-se por hospedar autores consagrados de todos os géneros e de todo o mundo, permitindo-lhes mergulharem num ambiente de refúgio propício para relaxar e criar novos trabalhos, bem como contactarem de forma privilegiada com Portugal e a cultura portuguesa. Os autores-residentes ficam hospedados no hotel Pestana Cidadela Cascais/Pousada Art District (parceiro do programa), idealmente localizado para o envolvimento com a comunidade.

Sobre Shilo Kino
Shilo Kino é uma escritora e jornalista indígena maori da Aotearoa (nome indígena na língua maori para a Nova Zelândia), descendente das tribos Ngāpuhi, Ngāti Maniapoto e Ngāti Te Ata. O seu romance de estreia, The Pōrangi Boy, venceu o prémio de Livro do Ano para Jovens Adultos nos New Zealand Book Awards 2021. Baseado numa história verídica sobre uma pequena comunidade que luta para impedir a construção de uma prisão em terras sagradas maori, integra o currículo atual de Inglês em escolas de todo o país.

O seu segundo livro, de ficção para adultos, All That We Know (2024), distinguiu-se com o primeiro lugar na tabela de bestsellers dos Livreiros da Nova Zelândia e foi pré-selecionado para os Ockham New Zealand Book Awards de 2025. O romance explora a identidade, a revitalização da língua e a experiência maori e questões sociopolíticas contemporâneas e recebeu críticas elogiosas. entre outros, no Newsroom, The Spinoff, NZ Listener e North & South.

Como jornalista, Shilo Kino trabalhou para Stuff, TVNZ Marae e The New Zealand Herald e colaborou com as publicações Guardian e Newsroom.

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