Organizadas pela Fundação Dom Luís I, no âmbito da ação cultural da Câmara Municipal de Cascais, coordenadas pela escritora e crítica literária Filipa Melo e efetuadas exclusivamente por convite, as Residências Internacionais de Escrita Fundação Dom Luís I permitem a cada autor-residente uma estada de entre um a dois meses na vila de Cascais, fornecendo-lhe um espaço para alojamento e um espaço para criação.
Inauguradas com a residência de Olivier Rolin, em 2018, acolheram até à data Michael Cunningham, Jonathan Coe, Javier Cercas, Nara Vidal, Sandro Veronesi, Noura Erakat, Leila Slimani, András Petõcz, Anne Akrich, Velibor Čolić e Will Eaves.
Reconhecido internacionalmente, este programa de residências literárias distingue-se por hospedar autores consagrados de todos os géneros e de todo o mundo, permitindo-lhes mergulharem num ambiente de refúgio propício para relaxar e criar novos trabalhos, bem como contactarem de forma privilegiada com Portugal e a cultura portuguesa. Os autores-residentes ficam hospedados no hotel Pestana Cidadela Cascais/Pousada Art District (parceiro do programa), idealmente localizado para o envolvimento com a comunidade.
Sobre Shilo Kino
Shilo Kino é uma escritora e jornalista indígena maori da Aotearoa (nome indígena na língua maori para a Nova Zelândia), descendente das tribos Ngāpuhi, Ngāti Maniapoto e Ngāti Te Ata. O seu romance de estreia, The Pōrangi Boy, venceu o prémio de Livro do Ano para Jovens Adultos nos New Zealand Book Awards 2021. Baseado numa história verídica sobre uma pequena comunidade que luta para impedir a construção de uma prisão em terras sagradas maori, integra o currículo atual de Inglês em escolas de todo o país.
O seu segundo livro, de ficção para adultos, All That We Know (2024), distinguiu-se com o primeiro lugar na tabela de bestsellers dos Livreiros da Nova Zelândia e foi pré-selecionado para os Ockham New Zealand Book Awards de 2025. O romance explora a identidade, a revitalização da língua e a experiência maori e questões sociopolíticas contemporâneas e recebeu críticas elogiosas. entre outros, no Newsroom, The Spinoff, NZ Listener e North & South.
Como jornalista, Shilo Kino trabalhou para Stuff, TVNZ Marae e The New Zealand Herald e colaborou com as publicações Guardian e Newsroom.













