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Villa Romana de Freiria

Morada

Rua da Freiria
Polima

Georreferenciação

38.720901, -9.323144

Informações

Veja mais aqui
Imóvel de Interesse Público - Decreto n.º 29/90, de 17 de julho

No final deste verão, Cascais tem mais história para partilhar. Em Polima, no coração do concelho, abriu ao público o percurso de visitação da villa Romana de Freiria.

Enquadrada por um projeto municipal de recuperação e valorização, que contou com apoio financeiro do programa da União Europeia Projetos de Desenvolvimento Regional, Lisbo@2020 a villa Romana com o maior celeiro da Península Ibérica constitui o mais recente ex-libris de património arqueológico concelhio.

Ao longo do último ano, uma equipa multidisciplinar da Câmara Municipal de Cascais efetuou trabalhos de conservação, limpeza e consolidação de ruínas. Paralelamente foram implementadas condições para vedar o espaço e acolher os visitantes, que poderão fazer o percurso sobre as estruturas arqueológicas. Por questões de preservação, a visita decorre quase sempre em passadiço, mas há um pequeno troço em que se caminha, propositadamente, na laje.

Em cerca de meia hora, com recurso à sinalização bilingue, fica-se a saber muito mais sobre este património. Para os mais curiosos há um desdobrável .

Em datas significativas, a anunciar na Agenda Cascais, haverá ainda momentos de animação histórica e cultural, com representações de teatro clássico, bem como visitas guiadas, sob marcação, para públicos especializados.

Jogo, materiais e congresso internacional

Para melhor consolidar o conhecimento junto da população, o município está também a desenvolver materiais de divulgação (como um jogo romano) e materiais pedagógicos, como um caderno de atividades que evocam a vida na Era Romana. Aproveitando a centralidade do tema vai ainda ser editada monografia "Estudo arqueológico da Villa Romana de Freiria" da autoria de Guilherme Cardoso e está a preparar-se o congresso internacional "Turismo e Património Cultural: As villae romanas – desafios para a investigação e inovação", marcado para 6 a 8 de dezembro de 2018, na Casa das Histórias Paula Rego.

Como visitar?
A visita é livre, todos os dias, até 31 de Dezembro de 2018. Para públicos especializados as visitas guiada podem ser marcadas pelo telefone 214815302/16 (de 2.ª a 6.ª das 9h00 às 17h00). Esta é a oportunidade de visitar livremente um Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/90 de 17 de julho), cuja primeira identificação aconteceu há mais de 100 anos.


Quando foi identificado este património?

Corria o ano de 1912, quando Vergílio Correia (1888-1944), professor universitário, historiador, etnólogo, jornalista e arqueólogo, antigo conservador dos museus Etnológico Português e do de Arte Antiga, em Lisboa, coordenador dos trabalhos arqueológicos no sítio de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, de 1933 a 1940, comunicou o achado.

Primeiras escavações

Só em 1985, sob coordenação dos arqueólogos Guilherme Cardoso (igualmente jornalista e fotógrafo) e José d'Encarnação (também Professor universitário e jornalista) o achado seria objeto de escavações onde foram, por exemplo, descobertos uma ara ou altar dedicado à divindade Triborunnis, um quadrante de relógio de sol, uma carranca de felino, capitéis toscanos e corintizantes e cerâmicas diversas. O vasto espólio arqueológico recolhido tem permitido aos arqueólogos responsáveis desenvolver diversos trabalhos científicos, apresentados em publicações nacionais e internacionais, no âmbito da epigrafia, cerâmica, economia, produção vinícola/oleagínea, arquitetura, museologia, etc.

Onde está o espólio?

Embora as peças descobertas não se encontrem no local, encontram-se parcialmente expostas no Museu da Vila, em Cascais (https://www.cascais.pt/equipamento/museu-da-vila ) e as restantes estão em depósitos arqueológicos, algumas das quais ainda em estudo.

Percurso interpretativo em passadiço

O percurso interpretativo, de pouco mais de 40 minutos, é feito em passadiço, preservando-se assim o património do pisoteio. "É diferente poder estar pessoalmente dentro de um local que foi habitado na era romana", refere João Miguel Henriques, responsável da Divisão de Arquivos, Bibliotecas e Património Cultural da Câmara Municipal de Cascais. "É quase possível sentir quais os usos e costumes", acrescenta, referindo-se às explicações em português e inglês que ajudam a compreender como se processava o dia-a-dia neste pedaço de território preservado a muito custo até aos dias de hoje.

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